INGRATIDÃO: Mais um vereador de Triunfo anuncia rompimento com o prefeito Zé Mangueira e vai para a oposição

Nas idas e vindas da dinâmica da vida política assistimos intensas movimentações da caminhada dos principais atores da vida política brasileira.
Quem é aqui no sertão e na Paraíba que não acompanhou uma grande confusão que se originou no seio da política do município de Triunfo, quando acompanhamos o imbróglio do afastamento de três vereadores dos seus respectivos mandatos, a saber: Manoelzinho da Barra, Batista Macena e Marcos Antonio.


O motivo era uma possível e imaginária falta de presença na ordem de trinta por cento nas sessões do poder legislativo triunfense. Essa celeuma se transformou em grande embate na justiça. De um lado, os três parlamentares mirins, do outro, veja os senhores os algozes, vereadores da oposição, Faguinho e Dirceu Batista, que comandavam a Câmara Municipal de Triunfo a época.
No meio desse tiroteio, onde angustias e possibilidades de até derramamento de sangue se mostrou presente, um ator de peso entrou na questão: o prefeito de Triunfo José Mangueira Torres.
Como a maioria do eleitorado de Triunfo, Zé Mangueira se sentia doído com a perseguição a qual foi submetido os três vereadores: Manoelzinho da Barra, Batista Macena e Marcos Antonio.
Durante quase seis meses, os embates na justiça se mostraram indiferentes com o direito alegado pela defesa dos três vereadores afastados “injustamente”. No entanto, os recursos disponíveis na justiça foram manejados até chegar ao Tribunal de Justiça da Paraíba. Lá, os três vereadores espezinhados e humilhados pela bancada de vereadores da oposição, leia-se: Faguinho e Dirceu Batista conseguiram êxito.
No TJ-PB, os vereadores, Manoelzinho da Barra, Batista Macena e Marcos Antonio, através da sua defesa encontraram guarida e retornaram aos seus respectivos cargos. Luta renhida e dura, mas enfim, fora feito justiça.
Essa história tem um ator principal, o prefeito Zé Mangueira, que sentido pela situação dos três vereadores se esmerou com todas as forças, buscou bons advogados e literalmente, bancou a defesa desses três vereadores, terminando por fazê-los voltarem a assumir seus mandatos.
A gente escuta muitas coisas na política, uma das afirmações é que ela tem o diabo pelo meio. Há pouco mais de um ano, o termo INGRATIDÃO começou a se desenhar no cenário da dinâmica e tão comentada política de Triunfo.
Num primeiro momento, e se mostrando mais corajoso ou mais ingrato, o vereador Manoelzinho da Barra anuncia em alto e bom som, nas redes sociais e na imprensa a adesão à oposição, os comentários se mostraram efetivos e incrédulos em relação àquela decisão. Tinha muita gente em Triunfo que não acreditava, mas era verdade. Pouco mais de seis meses de se livrar das garras impiedosas da oposição, comandada por Faguinho e Dirceu Batista, ele esquecia tudo e caia nos braços dos seus perseguidores. Fotos e mensagens eram amplamente publicadas. Mas, no Triunfo isso é fato normal.


Nos últimos dois meses, foi a vez do anuncio da adesão dos dois últimos vereadores afastados e perseguidos por quem eles abraçam agora, Batista Macena e Marcos Antonio. Mais uma vez com direito a imagens e muitas garrafas de cervejas na mesa. Mas afinal de contas, no Triunfo tudo isso é normal.


Como sempre, a política se mostra cruel e desabonadora de boas práticas, sendo no Triunfo, ainda mais.


A INGRATIDÃO caminha lado a lado com a vida pública e o que aconteceu em Triunfo não sirva de exemplo, mas de vergonha, principalmente para aqueles que traíram suas consciências e mancharam suas reputações políticas se é que tenham algum resquício desse adjetivo.

Por Silvano Dias