Uso da máquina na reeleição de RC envolveu Empreender, Codificados, demissões e contratações

Publicado em 9 jul 2019 - silvano

A chamada Aije do Empreender, que terá seu julgamento na próxima quinta-feira, dia 11, no TRE, ganhou esse batismo em razão de a Ação ajuizada pela  Procuradoria Regional Eleitoral denunciando o uso indevido do programa de distribuição de empréstimos em pleno período eleitoral na Paraíba.

O uso da máquina , segundo a PRE, desequilibrou o pleito em favor dos candidatos do Governo , e teve gravidade de macular a regularidade e a legitimidade das eleições na Paraíba.

Mas há um detalhe que os paraibanos precisam saber. Apesar de atrair o foco principal , o uso indevido do Empreender não está sozinho. A Procuradoria Regional Eleitoral elenca outras práticas, que juntas mostram a força do conjunto da obra no desequilíbrio do pleito das eleições em 2014, informa publicação do Blog do Marcelo José.

É importante lembrar que em 2014, segundo a Operação Calvário, a Cruz Vermelha , também agiu enviando malas de dinheiro de propina para a campanha eleitoral, mas naquele momento esse fato não era de conhecimento da Procuradoria Regional Eleitoral, nem da população.

A Procuradoria Regional Eleitoral juntou depoimentos, documentos, e outras provas, relativos a:

1 – Uso indevido  da máquina pública para realização, durante o período eleitoral, de reuniões político-eleitorais, promovidas pelo Governo, através da Secretaria de Cultura, denominadas “Plenárias da Cultura”;

2 – Distribuição gratuita de material escolar, que deveria ocorrer em janeiro, ocorreu em julho, agosto e setembro, em pleno período eleitoral de 340 mil kits escolares, contendo publicidade  institucional do Governo do estado;

3 – Movimentação de pessoal, demissões e contratações, inclusive “codificados” em todas as regiões do estado, claramente por motivação política, no ano de 2014, inclusive no período eleitoral;

4 – Abuso de poder político e econômico através do programa social Empreender, durante o ano de 2014, inclusive no período eleitoral;

A ação pede a inelegibilidade e multa dos investigados:

1 – Ricardo Vieira Coutinho (ex-governador)

2 – Lígia Feliciano (vice-governadora),

3 – Márcia Lucena (ex-secretária de Educação),

4 – Waldson de Souza (ex-secretário de Saúde),

5 – Chico César (ex-secretário de Cultura),

6 – Renato Feliciano (ex-secretário de Desenvolvimento e Turismo)

7 – Tárcio handel Pessoa (ex-secretário de Planejamento)

8 – Antônio Eduardo Albino de Moraes Filho (ex-secretário executivo do Empreender).

 

FONTE: Paraíba Rádio Blog